sábado, 23 de outubro de 2010

Senado aprova reforma previdenciária na França

Proposta votada aumentará a idade mínima da aposentadoria de 60 para 62 anos em todo o país

O Senado da França aprovou, ontem, a reforma previdenciária, já adotada pela Assembleia Nacional, que vem causando, desde o início do semestre, um enorme movimento de contestação e a maior crise do mandato do presidente Nicolas Sarkozy.

O Senado aprovou o projeto por 177 votos a favor e 153 contra. O partido no poder, UMP (direita), e os centristas aliados à maioria votaram a favor. A oposição, partidos socialistas, comunistas e verdes, votaram contra. A aprovação definitiva do texto deve acontecer na quarta-feira, informou o ministro das Relações com o Parlamento, Henri de Raincourt.

O presidente francês deve anunciar uma modificação no gabinete logo após. A reforma vai aumentar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos e a idade para a integral de 65 para 67 anos. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, fez da reforma impopular a medida mais importante de final de mandato, a 18 meses das eleições presidenciais.

– Este momento é solene porque é o momento da lucidez, da responsabilidade, da coragem. Um dia nossos adversários vão reconhecer – declarou o ministro do Trabalho, Eric Woerth, concluindo três semanas de debates.

Já a oposição reclamou do resultado da votação.

– Vocês não acabaram com os aposentados. Vocês ignoraram o que os franceses expressaram, não ouviram nenhuma de suas propostas, a reforma de vocês é injusta – advertiu, antes, o líder do PS no Senado, Jean-Pierre Bel. Os sindicatos, que a julgam “injusta”, mantêm a pressão com seis dias de ações nacionais desde o início de setembro e níveis de mobilização recordes. Convocaram dois novos dias de manifestações, marcadas para os dias 28 de outubro e 6 de novembro.

As greves prosseguem principalmente nas refinarias, provocando escassez de combustíveis em postos de gasolina e uma desaceleração das atividades de alguns setores da economia do país.

Paris

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Senado da França aprova impopular reforma previdenciária

Plantão | Publicada em 22/10/2010 às 18h19m
Reuters/Brasil OnlinePor Nick Vinocur e John Irish

PARIS (Reuters) - O Senado francês aprovou na sexta-feira a impopular reforma previdenciária proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy, mas os sindicatos prometem continuar lutando contra a elevação da idade mínima de aposentadoria.
Por 177 fotos a favor e 152 contra, o projeto foi aprovado depois que o governo conservador usou uma medida especial para acelerar o debate, enquanto enviava a polícia para dissolver piquetes em depósitos de combustíveis.
A lei, que eleva de 60 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria, provocou o mais incisivo movimento de protesto em toda a Europa contra as medidas de austeridade adotadas por vários governos para controlarem suas dívidas e seus déficits.
A reforma agora deve passar rapidamente por uma comissão parlamentar mista e pelo conselho constitucional, antes de ser sancionada.
Horas antes da votação, policiais dissolveram um piquete perto da principal refinaria que abastece Paris, enquanto os sindicatos endurecem sua posição e convocam greves também em outras categorias.
Sinalizando a intenção de não abdicar dos protestos, as seis principais centrais sindicais convocaram mais duas jornadas nacionais de manifestações, nos dias 28 de outubro e 6 de novembro.
"Os protestos não estão parando, simplesmente temos visões diferentes a respeito de como proceder", disse Jean-Claude Mailly, líder da central radical Force Ouvrière, à rádio RMC.
"Ainda achamos que se manifestar não basta ... temos de ampliar ... precisamos de uma jornada forte de greves nos setores público e privado."
O governo também parece determinado a não ceder. Com escudos, uma tropa de choque dissolveu os piquetes e retirou pneus em chamas que impediam o acesso à refinaria Grandpuits, pertencente à empresa Total, a sudeste de Paris. Houve tumulto, e uma pessoa foi retirada de maca após ser pisoteada.
Mas analistas não preveem que as greves tenham algum impacto duradouro sobre a avaliação de crédito da França.
Na quinta-feira, o governo vendeu confortavelmente títulos de curto prazo, embora tenha pagado um ágio sobre emissões anteriores, o que segundo analistas reflete preocupações latentes com a capacidade do governo de impor medidas de austeridade.
"A crise até agora teve um impacto quase nulo nos 'spreads' dos títulos na França", disse Julian Jessop, economista-chefe internacional da Capital Economics. "Acho que há uma percepção nos mercados de que isso é apenas os franceses sendo franceses".
COMBUSTÍVEIS
Sarkozy tem sido pressionado a resolver o conflito trabalhista antes das férias escolares que começam neste fim de semana. A 18 meses de uma eleição em que ele deve buscar um novo mandato, sua popularidade está em níveis baixíssimos.
As 12 refinarias do país estão em greve há 11 dias, e o bloqueio aos depósitos de combustível gera transtornos nos transportes, além de deixar desabastecidos cerca de um quinto dos 12,5 mil postos de gasolina.
Jean-Louis Schilansky, presidente da Ufip, entidade do setor petrolífero, disse a jornalistas após reunião com o primeiro-ministro François Fillon que, com aumento das importações e reservas, haverá combustível para semanas ou meses.
O líder dos petroleiros na central sindical comunista CGT, Charles Foulard, disse que "Sarkozy declarou guerra."
O presidente afirma que a reforma é a única forma de limitar o déficit previdenciário e de proteger a cobiçada avaliação de crédito "AAA", que permite à França contrair empréstimos com juros favoráveis.
"Se os franceses não tomarem cuidado, em breve vão se juntar aos Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) como as economias turbulentas da Europa", disse o professor Anthony Sabino, da Universidade St. John's, de Nova York.
O governo pretende cortar o déficit para 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, levando em conta um crescimento econômico de 2 por cento, na primeira etapa de um plano destinado a reduzir até 2013 o déficit público até 3 por cento do PIB, que é o limite previsto pela União Europeia para países da zona do euro.
APOIO ÀS GREVES
A reforma previdenciária na França eleva a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, e a idade para a pensão integral de 65 para 67 anos. O governo espera que os protestos comecem a minguar após a aprovação da reforma.
Mesmo após as mudanças, a França terá uma das menores idades de aposentadoria em toda a Europa. O conjunto das medidas propostas por Sarkozy para reduzir o déficit é bem mais brando do que em países como a Grã-Bretanha, que nesta semana anunciou cortes de gastos públicos no valor de 80 bilhões de libras (126 bilhões de dólares).
Mas uma pesquisa divulgada na sexta-feira pelo Canal Plus mostrou um aumento do apoio às greves nos últimos seis dias - os protestos trabalhistas agora têm o apoio de 70 por cento dos franceses. As pesquisas mostram também que a maioria das pessoas é contra a reforma previdenciária.
Os sindicatos esperam que o envolvimento de secundaristas e universitários - milhares deles saíram às ruas na quinta-feira - e de trabalhadores do setor privado desequilibre a balança e force o governo a recuar, como ocorreu há 15 anos, durante protestos contra outra reforma previdenciária.
Mas o número de jovens manifestantes continua sendo bem inferior ao que foi visto em 1995 e 2006, e a perturbação nos transportes é bem menos generalizada.
Episódios violentos envolvendo jovens mascarados em Lyon (centro) e Nanterre (subúrbio de Paris) também abalaram a imagem pacífica e disciplinada do movimento contra as reformas.
Os sindicatos dizem que as passeatas desta semana atraíram 3,5 milhões de pessoas, mas o governo estima que foram somente 1 milhão.
(Reportagem adicional de Elisabeth Pineau e Henri-Pierre Andre)

Reação popular vai decidir o futuro de Sarkozy no poder

Cenário: Andrei Netto - O Estado de S.Paulo As manobras da oposição socialista no Senado para impedir a votação da reforma da previdência vêm sendo bem-sucedidas há 15 dias, e acentuaram ontem a sensação de que o governo de Nicolas Sarkozy abusa da truculência no jogo político, fazendo o que for necessário para alcançar seus interesses. Apesar das prorrogações constantes na data da votação, porém, as chances são remotíssimas de que a maioria de centro-direita saia derrotada na cruzada do Palácio do Eliseu.
A onipotência sobre o Parlamento, porém, está cobrando um preço alto a Sarkozy: a revolta das ruas. A certeza entre trabalhadores e estudantes é de que os parlamentares não impedirão o presidente de aumentar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, nem de prorrogar a idade de pensão integral de 65 para 67 anos. Daí a adesão de sindicatos e funcionários públicos, mas também de estudantes secundaristas e universitários, aos protestos. Nas passeatas de Paris, um dos discursos mais recorrentes diz que só as ruas - ou nem elas - podem segurar Sarkozy.
Até o fim de outubro, Sarkozy deve obter todos os avais necessários para implantar sua política previdenciária. Mas isso não significará uma vitória. Cientistas políticos, institutos de pesquisas e, sobretudo, as ruas, mostram a saturação da opinião pública com a política de "firmeza" do presidente francês.
O que está em curso é a doutrinação de uma nova geração de manifestantes, que em 18 meses serão eleitores. Como seus pais, os jovens de 16 e 17 anos formam-se segundo uma lógica bem particular da França: a de que a rua, e não o Parlamento, é o espaço de exercício da cidadania e o verdadeiro contrapeso ao Executivo. E, no que depender deles, os dias de Sarkozy no poder estão contados.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Cabos e soldados da PM sabatinam candidatos ao governo

Fernanda França


Representantes da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar ouvirão as propostas dos três candidatos ao governo do Estado e entregarão a eles uma carta compromisso com as reivindicações da categoria.

A “sabatina” aos candidatos começa hoje à tarde, com Zeca do PT. O encontro com o governador André Puccinelli (PMDB), candidato à reeleição, e Nei Braga, do PSOL, ainda serão agendados.

Segundo o vice-presidente da Associação, Cláudio Souza, a reunião acontecerá às 14h30, no Hotel de Trânsito. A carta compromisso contém alguns pontos polêmicos que dizem respeito à categoria.

Os militares estão solicitando, entre outras coisas, a revisão da lei que dispõe sobre a remuneração da categoria. Hoje, eles estão impossibilitados de receber abonos, gratificações e horas extras, por exemplo.

Outro ponto é o aperfeiçoamento do Plano de Cargos e Carreiras, que hoje não prevê a promoção automática dos militares.

Na carta, também consta reivindicação para que o concurso de 2011 exija formação superior dos concorrentes. Eles também querem a manutenção do sistema atual de aposentadorias dos servidores militares.

postado por Blog do Paim @ 17:04 0 Comentários
sexta-feira, 11 de junho de 2010
França x Uruguai – Grupo A da Copa 2010
Terminou a poucos instantes o jogo entre França e Uruguai, pelo Grupo A da Copa do Mundo 2010.
A partida terminou empatada em 0 a 0 em um jogo com pouco nível técnico e sonolento. As melhores chances de gol ficaram por conta dos minutos finais de partida, depois do Uruguai acabou tendo um jogador expulso.
Apesar de ter um jogador a mais em campo, a França não soube aproveitar a vantagem numérica para sair com a vitória. A seleção francesa até pressionou o Uruguai, apesar disso tropeçava nas péssimas finalizações de seus jogadores.

postado por Blog do Paim @ 17:26 0 Comentários
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Site francês denuncia revista Veja
19 10 2009

REVISTA QUER DESESTABILIZAR GOVERNO LULA

A sanha inquisitorial do PIG contra Lula começa a chamar atenção da mídia estrangeira.

O site francês “Le Grand Soir” publicou uma longa reportagem quarta-feira onde revela com detalhes a campanha negativa que a revista “Veja” vem movendo contra o presidente.

O site que analisou 204 edições – de 2003 a 2006 -, afirma que o propósito da revista, de extrema-direita, é criminalizar os movimentos sociais e desestabilizar o governo Lula.

Para ler o texto na íntegra, clique no seguinte link:

http://www.legrandsoir.info/Chantal-Rayes-piegee-a-Sao-Paulo.html

Fonte: http://www.ailtonmedeiros.com.br/

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Clube de Paris pede anulação total da dívida do Haiti
Paris, 19 jan (EFE).- O Clube de Paris, que reúne os principais países credores do mundo, pediu hoje aos Estados não participantes do grupo que anulem a dívida externa do Haiti, como já fez após o terremoto da semana passada.

"Dadas as necessidades financeiras que o Haiti deverá enfrentar para sua reconstrução, os credores do Clube de Paris chamam outros credores internacionais a anular a totalidade da dívida do Haiti", indicou a associação em comunicado.

O Clube de Paris lembrou no último dia 15 que tinha decidido em julho anular a totalidade da dívida haitiana com os países-membros e que chega a US$ 214 milhões.

"Os acordos bilaterais que põem fim juridicamente a esse compromisso já foram concluídos ou estão prestes a serem encerrados", assinalou o Clube de Paris, que frisou que "os credores que ainda não assinaram acordos bilaterais se comprometeram a acelerar o processo".

"Também lembraram que nenhum pagamento é esperado do Haiti no intervalo", acrescentou.

Segundo o Clube de Paris, a dívida total do Haiti em setembro de 2008 era de US$ 1,885 bilhão.

A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, afirmou no último dia 15 que havia contatado os principais países credores do Haiti e citou em particular Venezuela e Taiwan.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

França x Uruguai – Grupo A da Copa 2010

Terminou a poucos instantes o jogo entre França e Uruguai, pelo Grupo A da Copa do Mundo 2010.
A partida terminou empatada em 0 a 0 em um jogo com pouco nível técnico e sonolento. As melhores chances de gol ficaram por conta dos minutos finais de partida, depois do Uruguai acabou tendo um jogador expulso.
Apesar de ter um jogador a mais em campo, a França não soube aproveitar a vantagem numérica para sair com a vitória. A seleção francesa até pressionou o Uruguai, apesar disso tropeçava nas péssimas finalizações de seus jogadores.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Site francês denuncia revista Veja

19 10 2009

REVISTA QUER DESESTABILIZAR GOVERNO LULA

A sanha inquisitorial do PIG contra Lula começa a chamar atenção da mídia estrangeira.

O site francês “Le Grand Soir” publicou uma longa reportagem quarta-feira onde revela com detalhes a campanha negativa que a revista “Veja” vem movendo contra o presidente.

O site que analisou 204 edições – de 2003 a 2006 -, afirma que o propósito da revista, de extrema-direita, é criminalizar os movimentos sociais e desestabilizar o governo Lula.

Para ler o texto na íntegra, clique no seguinte link:

http://www.legrandsoir.info/Chantal-Rayes-piegee-a-Sao-Paulo.html

Fonte: http://www.ailtonmedeiros.com.br/

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Clube de Paris pede anulação total da dívida do Haiti

Paris, 19 jan (EFE).- O Clube de Paris, que reúne os principais países credores do mundo, pediu hoje aos Estados não participantes do grupo que anulem a dívida externa do Haiti, como já fez após o terremoto da semana passada.

"Dadas as necessidades financeiras que o Haiti deverá enfrentar para sua reconstrução, os credores do Clube de Paris chamam outros credores internacionais a anular a totalidade da dívida do Haiti", indicou a associação em comunicado.

O Clube de Paris lembrou no último dia 15 que tinha decidido em julho anular a totalidade da dívida haitiana com os países-membros e que chega a US$ 214 milhões.

"Os acordos bilaterais que põem fim juridicamente a esse compromisso já foram concluídos ou estão prestes a serem encerrados", assinalou o Clube de Paris, que frisou que "os credores que ainda não assinaram acordos bilaterais se comprometeram a acelerar o processo".

"Também lembraram que nenhum pagamento é esperado do Haiti no intervalo", acrescentou.

Segundo o Clube de Paris, a dívida total do Haiti em setembro de 2008 era de US$ 1,885 bilhão.

A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, afirmou no último dia 15 que havia contatado os principais países credores do Haiti e citou em particular Venezuela e Taiwan.