domingo, 10 de junho de 2012


Pesquisas apontam vitória da esquerda 

nas eleições

legislativa da França
10 de junho de 2012  16h00

Os colégios eleitorais franceses fecharam neste domingo às 20h locais (15h de Brasília), as votações do primeiro turno das eleições legislativas, nas quais as pesquisas de boca-de-urna atribuem a vitória à esquerda.

Segundo a pesquisa do instituto CSA para quatro meios de comunicação, a esquerda pode alcançar a vitória com 46,9% dos votos, contra 35,2% dos conservadores e 13,7% da extrema-direita Frente Nacional (FN).
Outra pesquisa, do instituto TNS Sofres, indica que o Partido Socialista (PS) obteria 34,7% dos votos. Dessa forma, para alcançar a maioria na Assembleia Nacional, a formação deveria se aliar com os ecologistas (5,3%) e a Frente de Esquerda (6,5%).
Enquanto isso, a pesquisa mostra que a União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, alcançaria 35,4% dos votos, e o FN, 13,6%.
Em uma primeira reação no fechamento dos colégios eleitorais, a primeira secretária do PS, Martine Aubry, declarou que, se esses resultados forem confirmados, a esquerda obteria um melhor resultado que em 2007.
Martine ainda falou sobre a queda da participação dos eleitores nas urnas. "É preciso dizer que para ajudar ao presidente (o socialista François Hollande) a iniciar as reformas, é preciso ir às urnas para apoiar as propostas da esquerda", afirmou.
Duas horas antes do término das votações, a participação oficial alcançava, segundo dados do Ministério do Interior, 48,31%. O número é inferior ao 49,28% do primeiro turno do pleito de 2007.
Vários institutos de pesquisas previram antes do fechamento dos colégios eleitorais que a participação final poderia se situar por volta de 60% do total dos quase 46 milhões de franceses convocados às urnas para renovar a composição da Assembleia Nacional. A participação final no primeiro turno das eleições legislativas de 2007 ficou em 60,98% do eleitorado.
A segunda etapa das eleições legislativas francesas será realizada no próximo domingo, 17 de junho.
EFE

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