domingo, 21 de outubro de 2018

União Européia: Bloco político e econômico reúne 27 países


A integração europeia iniciou-se após a Segunda Guerra Mundial, com a necessidade de reconstruir a Europa, arruinada pelo conflito, e evitar novos confrontos entre os povos que faziam parte de uma mesma história política e geográfica, que conservavam sua identidade, seu idioma e sua cultura.
União Europeia - Países membros:
·         Alemanha
·         Áustria
·         Bélgica
·         Bulgária 
·         Chipre
·         Croácia
·         Dinamarca
·         Eslováquia
·         Eslovênia
·         Espanha
·         Estônia
·         Finlândia
·         França
·         Grécia
·         Holanda
·         Hungria
·         Irlanda
·         Itália
·         Letônia
·         Lituânia
·         Luxemburgo
·         Malta
·         Polônia
·         Portugal
·         República Tcheca
·         Romênia
·         Suécia
A União Europeia, diferentemente dos Estados Unidos da América, não é uma federação, nem uma organização de cooperação entre governos, como a Organização das Nações Unidas (ONU). A União Europeia possui, de fato, um caráter único; os países que compõem a UE congregaram suas soberanias em algumas áreas para ganhar força e influência no mundo, as quais não poderiam obter isoladamente.
A ideia da Europa como uma unidade política e econômica tem pelo menos um século de existência. Mas foi apenas depois da assinatura do Tratado de Roma, de 1957, que essa proposta começou a se consolidar. Entre 1957 e 1958, seis Estados - Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha Ocidental, França e Itália -, chamados "Europa dos Seis", fundaram a Comunidade Econômica Europeia (CEE), com a finalidade de garantir a livre circulação de mercadorias, serviços e pessoas entre seus membros, eliminando os obstáculos, alfandegários ou não, que impediam o livre comércio.
Tratado de Maastricht
Criada em 1992, com a assinatura do Tratado de Maastricht, a União Europeia é a sucessora da Comunidade Econômica Europeia. É o resultado de décadas de evolução no caminho da integração europeia, visando à constituição de um modelo federativo que permitisse a integração das economias limitadas e complementares dos Estados europeus do pós-guerra. O objetivo era assegurar-lhes prosperidade e desenvolvimento social crescentes.
Entre 1957 e 1995, a "Europa dos Seis" transformou-se em "Europa dos Quinze", com a incorporação de Grã-Bretanha, Irlanda e Dinamarca (1973), Grécia (1981), Portugal e Espanha (1986), e Áustria, Finlândia e Suécia (1995). A partir de 2004, mais dez países passaram a integrá-la: Chipre, República Tcheca, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia, Eslováquia e Eslovênia.
Desde então, a UE cresceu para 27 Estados-membros, dois a mais a partir de 2007, com a adesão de Bulgária e Romênia. Uma união de 30 Estados está dentro do alcançável e é desejo de muitos governos da Europa não comunitária juntarem-se. Para aderir à União Europeia, um Estado deve preencher condições políticas e econômicas (critérios de Copenhague). Um Estado só se torna membro de pleno direito na União Europeia 10 anos depois da sua entrada e sua integração ocorre de forma progressiva.
Acordos da União Europeia
Os acordos da União Europeia garantem acordo nos seguintes níveis de integração:
·         Integração econômico-comercial, cuja expressão concreta é o mercado único, ou seja, a livre circulação de bens, serviços, capitais e trabalhadores entre os Estados-membros.
·         Garantia de política externa e de segurança comum.

·         Garantia de políticas de imigração e de cooperação judiciária e policial.

A atual União Europeia fundamenta-se juridicamente em quatro tratados fundadores:
 
·         Tratado da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (Ceca) - criado em 1951, composto pela França, Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda. A Ceca tinha como objetivo a integração das indústrias do carvão e do aço dos países europeus.

·         Tratado da Comunidade Econômica Europeia (CEE) - criado em 1957, composto pelos mesmos seis países da Ceca. Tinha como finalidade estabelecer um mercado comum europeu.

·         Tratado da Comunidade Europeia da Energia Atômica (Euratom) - criado no Tratado de Roma em 1957, tinha como objetivo fomentar a cooperação no desenvolvimento e utilização da energia nuclear e elevação do nível de vida dos países-membros, mediante a criação de um mercado comum de equipamentos e materiais nucleares, assim como o estabelecimento de normas básicas de segurança e proteção da população.

·         Tratado da União Europeia (UE) - Reunidos na cidade de Maastricht, no sul da Holanda, em dezembro de 1991, os países-membros firmaram um novo tratado, em substituição ao de Roma, definindo os próximos passos para integração. Em 1993, entrou em vigor o Tratado de Maastricht, mudando o nome de CEE para União Europeia (UE). Foram estabelecidos fundamentos da futura integração política, onde se destacam a segurança e a política exterior, assim como a consagração de uma Constituição Política para a UE e a integração monetária.
Os mais importantes objetivos do Tratado de Maastricht são a união econômica monetária dos Estados-membros da UE, a definição e a execução de uma política externa e de segurança comuns, a cooperação em assuntos jurídicos e a criação de uma cidadania europeia. Maastricht cria um bloco de nações livre de barreiras à circulação de mercadorias, capitais, serviços e pessoas.
Esses quatro tratados estabelecem as bases para uma convivência pacífica entre os países-membros.
Em 1999, surge o euro
A integração evoluiu para a adoção de uma moeda única, o euro, criada em 1999, e para a unificação política. O euro começou a ser usado na forma de notas e moedas em 2002. Ao se fazer referência exclusivamente ao aspecto econômico-comercial da integração europeia, é correto utilizar o termo "Comunidade Europeia", uma vez que as designações "Comunidade Econômica Europeia" e "Mercado Comum Europeu" foram, oficialmente, abolidas.
O processo de tomada de decisões, em geral, e o processo de co-decisão, em particular, envolvem cinco principais instituições:
Parlamento Europeu - representa os cidadãos da União Europeia, que elegem seus membros.
·         Conselho da União Europeia - representa individualmente os Estados-membros.

·         Comissão Europeia - defende os interesses de toda a União Europeia.

·         Tribunal de Justiça - assegura o cumprimento da legislação europeia.

·         Tribunal de Contas Europeu - fiscaliza as finanças das atividades da União Europeia.
Estados-membros
Os Estados-membros da UE são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Suécia.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

França: homem de 88 anos é hipnotizado e operado do coração sem anestesia

França: homem de 88 anos é hipnotizado e operado do coração sem anestesia




RFI  2 dias atrás

Especialista em medicina hospitalar© Thinkstock
Menos de uma semana depois da operação, o francês Achille Courtois já está de pé, em seu sua horta. Ele é o protagonista de um feito da Ciência: para evitar a anestesia geral, que pode colocar em risco pacientes idosos, a equipe de cardiologistas do hospital francês optou pela hipnose.

Durante a cirurgia, uma enfermeira especializada no método conduziu o paciente a esse estado de consciência alterada, no qual ele é altamente sugestionável.

No caso de Achille, enquanto os médicos operavam seu coração, ele foi transportado para jardins e momentos em viagens, com a ajuda da profissional. Ele ficou acordado durante todo o procedimento, e afirma não ter sentido dor, apenas os movimentos feitos pelo cirurgião para costurar seu peito.

Recuperação rápida e sem efeitos colaterais

Segundo a equipe, sem a anestesia, a recuperação do paciente foi rápida sem efeitos colaterais, como o excesso de sonolência. E, naturalmente, sem o risco de reações mais graves, mais comuns em idosos, como uma parada respiratória.

Segundo pesquisas, 80% dos pacientes são sensíveis à hipnose. O hospital de Lille, aliás, já anunciou que tentará uma nova experiência com outro paciente na próxima semana.

domingo, 7 de maio de 2017

Emmanuel Macron é eleito presidente da França

O novo presidente eleito obteve entre 65,5% e 66,1% dos votos

 
    
 postado em 07/05/2017 15:01 / atualizado em 07/05/2017 15:34
 / AFP / DENIS CHARLET

O centrista pró-europeu Emmanuel Macron, de 39 anos, foi eleito neste domingo presidente da França - o mais jovem da história do país -, evitando, assim, que esta potência econômica mundial caísse nas mãos da adversária de extrema-direita, Marine Le Pen.

Com uma margem de 65,5% a 66,1% dos votos, à frente de Le Pen, com 33,9% e 34,5%, segundo estimativas de institutos independentes, este ex-banqueiro substituirá o socialista François Hollande, que se recusou a disputar a reeleição por falta de apoio popular e de quem foi ministro da Economia.

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A abstenção no segundo turno teria variado entre 25,3% e 27%, segundo estimativas.

A taxa de participação às 13h de Brasília era de 65,3%, quatro pontos a menos que o primeiro turno (69,42%), segundo o ministério do Interior.

A taxa de participação neste horário foi a mais baixa desde 1969, segundo estimativas oficiais.

Macron vai governar uma França muito dividida politicamente entre zonas urbanas (privilegiadas e reformistas) e as despossuídas (tentadas pelos extremos). Macron, que não parece recuar diante dos desafios, tem vários de grande tamanho pela frente, como um desemprego endêmico de 10%, a luta antiterrorista e a crise da União Europeia (UE).

Ainda que Marine Le Pen, de 48 anos, tenha perdido por ampla margem, esta não foi não é uma derrota absoluta para ela, nem para seu partido, a Frente Nacional (FN), que convenceu de 33,9% a 34,5% do eleitorado com promessas contra a imigração e a zona do euro. Não apenas isto, mas criou-se um vácuo entre as principais forças políticas do panorama nacional.

Um vendaval


Em apenas um ano, desde que fundou o movimento de centro Em Marcha!, Macron abriu caminho em um país onde os dois grandes partidos tradicionais de esquerda e direita se alternavam no poder há meio século.

Superou-os no primeiro turno com um programa europeísta e liberal em temas econômicos e sociais. Foi para o segundo turno com uma vantagem cômoda nas pesquisas, reforçada no debate com sua adversária, mas isto não impediu que levasse um susto de última hora, com um ataque maciço de hackers cuja origem é desconhecida e é investigado pela justiça francesa.

Para o mundo, estas eleições são um termômetro que mede a força dos populistas e toma o pulso da União Europeia, após a vitória do Brexit no Reino Unido.

A aposta política de Macron foi um sucesso, mas o passo seguinte é uma incógnita. A França não elege só seu presidente. Em junho, celebra eleições legislativas, afetadas pela incerteza.

O baque político da direita e dos socialistas no primeiro turno e o avanço da extrema direita ao segundo turno gera uma interrogação: Macron será capaz de conseguir uma maioria parlamentar e evitar uma coabitação complicada apesar de não dispor da máquina de um partido tradicional?

Marine Le Pen pode eleger muitos mais deputados dos que tem atualmente, com sua campanha anti-UE, contra a globalização, os imigrantes ilegais e as elites em um país corroído pelo desemprego e traumatizado pela onda de atentados extremistas.

O homem que sacudiu a política com um novo partido fascina pessoas próprias e estranhas. Não só por sua juventude, mas por ser casado com uma mulher 24 anos mais velha: Brigitte, a futura primeira-dama loira e magra que foi sua professora de teatro e que foi onipresente na campanha.

Líderes mundiais do porte da chanceler Angela Merkel e do ex-presidente americano Barack Obama apoiaram seu programa, centrado na divisa: "uma França aberta, confiante e conquistadora" em "uma Europa protetora".

Macron será o presidente mais jovem da história da França, mais jovem até mesmo que Louis-Napoléon Bonaparte, que tinha 40 anos quando foi eleito em 1848, e um dos mais jovens do mundo.

Ele tem cinco anos pela frente para comandar um país com armas nucleares, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, e motor, juntamente com a Alemanha, da União Europeia, cuja zona do euro quer dotar de um orçamento, um Parlamento e um ministro das Finanças próprio.

A vitória deste homem com cara de bom moço, formado nas escolas da elite francesas, encerra uma campanha eleitoral repleta de sobressaltos, na qual os imbróglios judiciais ofuscaram durante um bom tempo os temas de fundo, somando-se ao cansaço de uma cidadania desencantada com os políticos.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Como 'visão' do momento político e golpes de sorte tornaram Macron favorito à Presidência da França

24 abr 2017 12h27
atualizado às 12h32

Totalmente desconhecido dos franceses há apenas três anos, quando se tornou ministro da Economia do presidente François Hollande, o centrista Emmanuel Macron é o primeiro candidato de um partido que nunca disputou eleição no país a chegar ao segundo turno de uma eleição presidencial.
'Ninguém podia imaginar que um homem como Macron poderia se tornar o próximo presidente da França', disse o cientista político Martial Foucault
'Ninguém podia imaginar que um homem como Macron poderia se tornar o próximo presidente da França', disse o cientista político Martial Foucault
Foto: Reuters
A imprensa francesa chegou a chamá-lo de "óvni" político quando entrou na corrida presidencial - afinal, era um "jovem", de 39 anos, concorrendo por uma sigla que acabara de ser criada. Agora, é o favorito para o cargo de presidente da terceira economia da Europa.
"Ninguém podia imaginar que um homem como Macron poderia se tornar o próximo presidente da França", diz o cientista político Martial Foucault, diretor do Cevipof (Centro de Pesquisas Políticas), da renomada universidade Sciences Po de Paris.
"Se Macron vencer, será uma ruptura na história política da França. Será a vitória de alguém que não pertence a nenhum partido institucionalizado e a nenhuma organização", completa Foucault.
Macron venceu o primeiro turno no domingo com 23,75% dos votos e enfrentará Marine Le Pen, da extrema-direita, que obteve 21,53%.
Pesquisas realizadas após a contagem do primeiro turno preveem ampla vantagem de Macron no pleito derradeiro do dia 7 de maio, dizendo que ele levaria de 61% a 64% dos votos.
O "movimento" do centrista, En Marche! (Em Marcha), foi criado há apenas um ano, depois que pediu demissão do cargo de Ministro da Economia do governo do socialista Hollande.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Hollande diz que França 'não pode estar sozinha' na defesa europeia


'Defesa europeia é o desafio para a Europa", disse presidente francês.
Bloco passa por crise após decisão de britânicos de abandonarem a UE.

Da France Presse
'Defesa europeia é o desafio para a Europa", disse presidente francês (Foto: Yves Herman/Reuters)'Defesa europeia é o desafio para a Europa", disse presidente francês (Foto: Yves Herman/Reuters)












O presidente francês, François Hollande, afirmou nesta sexta-feira (16) que "a França realiza o principal esforço para a defesa europeia, mas não pode estar sozinha", em declarações ao chegar à cúpula de presidentes europeus realizada sem o Reino Unido em Bratislava.
"Bratislava deve representar para os europeus um novo impulso" baseado "em três prioridades": segurança, preparação do futuro e esperança às gerações futuras, disse Hollande.
A decisão dos britânicos, em referendo, de abandonar a UE abriu outra crise no seio do bloco que, a partir deste encontro de 27 na capital eslovaca, tentarão impulsionar novamente o projeto europeu, apesar das divergências entre os Estados.
Após os atentados dos últimos anos no coração da Europa e a crise migratória, as primeiras ações para responder às preocupações de 500 milhões de europeus passarão principalmente pela segurança e pela defesa.
"A defesa europeia é o desafio para a Europa", disse o presidente francês, que desejou que a UE, junto à França, "possa garantir sua própria proteção, sua própria defesa, no âmbito da Otan" com os Estados Unidos.
"Que todo o mundo saiba: se os Estados Unidos decidirem se afastar, a Europa deve ser capaz de se defender sozinha", advertiu.
França e Alemanha planejam propor em Bratislava uma iniciativa comum para lançar operações da UE mais facilmente e obter um maior financiamento europeu em matéria de defesa.
Postado por: Carlos PAIM