Shoppings do país se preparam para onda de 'rolezinhos'
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
Amor secreto de Hollande provoca agitação em França
A França acordou ontem abalada pela revelação da revista "Closer" segundo a qual o presidente tem uma amante secreta
O último tabu sobre a preservação da vida privada dos chefes de Estado franceses caiu ontem quando a "Closer" revelou numa reportagem de sete páginas uma alegada relação sentimental de François Hollande com a actriz Jullie Gayet.
Quando muitos franceses ainda não se tinham levantado da cama e o odor a café e croissants não se sentia nos lares gauleses, pelas 7h00, já o Eliseu reagia à notícia através da France Press. "O presidente da República deplora profundamente este atentado à vida privada a que tem direito como cidadão" e "estudará as respostas mais adequadas, incluindo as legais, para responder à dita publicação".
A "Closer" publicou fotos onde se vê um homem com capacete de motociclista (Hollande) à porta do apartamento de Gayet em Paris, acompanhado por outro homem descrito sendo o segurança do presidente. Fotos posteriores tiradas na mesma manhã mostram o segurança a chegar com um pacote de croissants.
A companheira oficial de Hollande é a antiga jornalista da "Paris Match" Valérie Trierweiler, considerada a primeira-dama francesa. O presidente tem quatro filhos com a ex-candidata presidencial do PS Ségolène Royal.
Durante o septenato presidencial de François Mitterrand, este manteve como amante, numa ala do Eliseu, com conhecimento geral, Anne Pingeot, de quem teve uma filha, Mazarine, essa sim praticamente escondida da opinião pública até à morte do pai. Em 1994, a revista "Paris Match" publicou uma foto sua a sair de um restaurante parisiense com o pai. Aparentemente, a publicação teria sido de iniciativa do próprio presidente, já muito doente.
Durante 30 anos, tantos quanto durou a relação de Mitterrand com a sua fiel amante, Danielle, a esposa do presidente, manteve-se inabalável a seu lado em público, nomeadamente em cerimónias e visitas oficiais.
Mesmo em 2001, após a morte do presidente, a sua amante continuou protegida da opinião pública. Mais tarde Mazarine romanceou a sua história ("Boca Cosida"), publicada em Maio de 2005, mas a mãe manteve a postura de silêncio e fidelidade a Mitterrand.
Nos últimos 20 anos, a imprensa francesa foi alterando a sua tradicional postura face à vida privada dos políticos.
Em 2005, a publicação pela "Paris Match" de uma foto de Cécilia Sarkozy na companhia do publicitário Richard Attias, apresentado como seu companheiro, causou igual celeuma.
Quando muitos franceses ainda não se tinham levantado da cama e o odor a café e croissants não se sentia nos lares gauleses, pelas 7h00, já o Eliseu reagia à notícia através da France Press. "O presidente da República deplora profundamente este atentado à vida privada a que tem direito como cidadão" e "estudará as respostas mais adequadas, incluindo as legais, para responder à dita publicação".
A "Closer" publicou fotos onde se vê um homem com capacete de motociclista (Hollande) à porta do apartamento de Gayet em Paris, acompanhado por outro homem descrito sendo o segurança do presidente. Fotos posteriores tiradas na mesma manhã mostram o segurança a chegar com um pacote de croissants.
A companheira oficial de Hollande é a antiga jornalista da "Paris Match" Valérie Trierweiler, considerada a primeira-dama francesa. O presidente tem quatro filhos com a ex-candidata presidencial do PS Ségolène Royal.
Durante o septenato presidencial de François Mitterrand, este manteve como amante, numa ala do Eliseu, com conhecimento geral, Anne Pingeot, de quem teve uma filha, Mazarine, essa sim praticamente escondida da opinião pública até à morte do pai. Em 1994, a revista "Paris Match" publicou uma foto sua a sair de um restaurante parisiense com o pai. Aparentemente, a publicação teria sido de iniciativa do próprio presidente, já muito doente.
Durante 30 anos, tantos quanto durou a relação de Mitterrand com a sua fiel amante, Danielle, a esposa do presidente, manteve-se inabalável a seu lado em público, nomeadamente em cerimónias e visitas oficiais.
Mesmo em 2001, após a morte do presidente, a sua amante continuou protegida da opinião pública. Mais tarde Mazarine romanceou a sua história ("Boca Cosida"), publicada em Maio de 2005, mas a mãe manteve a postura de silêncio e fidelidade a Mitterrand.
Nos últimos 20 anos, a imprensa francesa foi alterando a sua tradicional postura face à vida privada dos políticos.
Em 2005, a publicação pela "Paris Match" de uma foto de Cécilia Sarkozy na companhia do publicitário Richard Attias, apresentado como seu companheiro, causou igual celeuma.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Panorama Político - 09-01-2014 (O Globo - Ilimar Franco)
Centralismo democrático
A Executiva nacional do PSDB vai aprovar resolução, no início de fevereiro, retirando a autonomia dos diretórios regionais para fechar alianças. As decisões dos estados serão submetidas ao aval da direção nacional e aos interesses da candidatura de Aécio Neves ao Planalto. Os tucanos querem evitar acordos que favoreçam candidatos à Câmara, mas não a de sua candidatura a presidente.
Comitê de recepção
Ao retirar a autonomia dos estados para fazer alianças, o comando do PSDB quer evitar que seus caciques regionais se juntem a adversários no plano nacional. A cúpula tucana não quer submeter Aécio Neves aos apetites de suas bancadas estaduais. Estas, poderiam promover acordos para reeleger seus deputados, mesmo deixando Aécio sem palanque. No pleito de 1989, o candidato do PMDB, Orestes Quércia, chegou a aeroportos no Nordeste sem ninguém para recebê-lo. Em 1994, para evitar que isso ocorresse com o ex-presidente Fernando Henrique, o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, se lançou candidato ao governo de Santa Catarina.
A Executiva nacional do PSDB vai aprovar resolução, no início de fevereiro, retirando a autonomia dos diretórios regionais para fechar alianças. As decisões dos estados serão submetidas ao aval da direção nacional e aos interesses da candidatura de Aécio Neves ao Planalto. Os tucanos querem evitar acordos que favoreçam candidatos à Câmara, mas não a de sua candidatura a presidente.
Comitê de recepção
Ao retirar a autonomia dos estados para fazer alianças, o comando do PSDB quer evitar que seus caciques regionais se juntem a adversários no plano nacional. A cúpula tucana não quer submeter Aécio Neves aos apetites de suas bancadas estaduais. Estas, poderiam promover acordos para reeleger seus deputados, mesmo deixando Aécio sem palanque. No pleito de 1989, o candidato do PMDB, Orestes Quércia, chegou a aeroportos no Nordeste sem ninguém para recebê-lo. Em 1994, para evitar que isso ocorresse com o ex-presidente Fernando Henrique, o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, se lançou candidato ao governo de Santa Catarina.
"Meu amigo Eduardo (Campos) vai precisar endurecer o couro para conviver com o baixo padrão ético com que o PT enfrenta os adversários”
Aécio Neves
Presidente do PSDB e senador (MG)
Fato consumado
O comando do PMDB garante que a candidatura do vice Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio está sacramentada. Dizem que após o governador Sérgio Cabral deixar o cargo, em março, ninguém vai impedir Pezão de do de concorrer à reeleição.

A sucessora
Eliane Aquino, mulher do governador de Sergipe Marcelo Déda, morto em dezembro passado em decorrência de um câncer, deverá concorrer ao Senado no lugar de seu marido, que concorreria à vaga. Entre os partidos aliados (PT, PSB e PMDB), a indicação é consenso e entendida como uma homenagem ao trabalho político de Déda.
Retrato do momento
Adversários do PT do Rio, de todas as matizes, avaliam que a candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias “não explodiu”. O petista tem se mantido numa posição apenas discreta, abaixo de Anthony Garotinho e de Marcelo Crivella.
Apostando em novos ares
O governo vai antecipar a entrada do consórcio Changi Airports/Odebrecht no Galeão. Isso deveria ocorrer em agosto, após a Copa. Mas ele vai começar a operar em 15 de janeiro, na entrega do plano de trabalho ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. A antecipação ocorrerá também no Aeroporto de Confins, já na próxima semana.
Abaixo de zero
O governo vai licitar empresa de refrigeração para amenizar o calor no terminal de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. Para evitar empresas sem qualificação, um dos requisitos do edital será know-how em refrigeração de grandes ambientes.
E por falar em atraso
De todos os aeroportos em obras, o que está dando maior dor de cabeça ao governo é o de Fortaleza. A reforma da pista é considerada lenta e um dos temores é o de que, nesse ritmo, não seja concluída até o começo da Copa, em junho.
O Ministério da Saúde deixou de pagar emendas de muitos deputados. Elas se destinavam a hospitais, Santas Casas e instituições inadimplentes.
Aécio Neves
Presidente do PSDB e senador (MG)
Fato consumado
O comando do PMDB garante que a candidatura do vice Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio está sacramentada. Dizem que após o governador Sérgio Cabral deixar o cargo, em março, ninguém vai impedir Pezão de do de concorrer à reeleição.
A sucessora
Eliane Aquino, mulher do governador de Sergipe Marcelo Déda, morto em dezembro passado em decorrência de um câncer, deverá concorrer ao Senado no lugar de seu marido, que concorreria à vaga. Entre os partidos aliados (PT, PSB e PMDB), a indicação é consenso e entendida como uma homenagem ao trabalho político de Déda.
Retrato do momento
Adversários do PT do Rio, de todas as matizes, avaliam que a candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias “não explodiu”. O petista tem se mantido numa posição apenas discreta, abaixo de Anthony Garotinho e de Marcelo Crivella.
Apostando em novos ares
O governo vai antecipar a entrada do consórcio Changi Airports/Odebrecht no Galeão. Isso deveria ocorrer em agosto, após a Copa. Mas ele vai começar a operar em 15 de janeiro, na entrega do plano de trabalho ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. A antecipação ocorrerá também no Aeroporto de Confins, já na próxima semana.
Abaixo de zero
O governo vai licitar empresa de refrigeração para amenizar o calor no terminal de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. Para evitar empresas sem qualificação, um dos requisitos do edital será know-how em refrigeração de grandes ambientes.
E por falar em atraso
De todos os aeroportos em obras, o que está dando maior dor de cabeça ao governo é o de Fortaleza. A reforma da pista é considerada lenta e um dos temores é o de que, nesse ritmo, não seja concluída até o começo da Copa, em junho.
O Ministério da Saúde deixou de pagar emendas de muitos deputados. Elas se destinavam a hospitais, Santas Casas e instituições inadimplentes.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Hollande visita Brasil para impulsionar comércio e defender jatos Rafale
12 de dezembro de 2013 | 18h 03
ALONSO SOTO - Reuters
O presidente francês, François Hollande, procurou tirar vantagem do esfriamento nas relações Brasil-Estados Unidos para pressionar pelos interesses comerciais da França durante uma visita ao país nesta quinta-feira, incluindo seu esforço para conseguir um contrato multibilionário de venda de jatos de combate para o Brasil.
O jato Rafale, fabricado pela Dassault Aviation, da França, está competindo com o F/A-18 Super Hornet da Boeing, dos EUA, e o Gripen NG, produzido pela Saab, da Suécia, para fechar um contrato avaliado em pelo menos 4 bilhões de dólares, com prováveis encomendas posteriores que elevariam enormemente seu valor.
Embora autoridades brasileiras digam que agora as restrições orçamentárias tornem improvável uma decisão antes de 2015, a visita de Hollande demonstra os esforços da França para ganhar um dos mais cobiçados contratos do setor de defesa no mundo emergente, num momento em que as nações desenvolvidas estão tendo de efetuar cortes nos seus orçamentos militares.
"Nós temos de ampliar nossos laços econômicos e comerciais. Apesar da crise, nossa troca comercial nunca parou de crescer", disse Hollande, depois que as autoridades assinaram vários acordos bilaterais.
Dilma agradeceu a Hollande por seu apoio ao esforço do Brasil de fortalecer uma nova ordem mundial para a Internet, depois de informações de que os Estados Unidos espionaram os dois países, e também as comunicações pessoais da presidente brasileira.
A rusga diplomática entre Brasil e Estados Unidos sobre as acusações de espionagem poderia contribuir para ajudar a Dassault a ganhar o contrato dos jatos de combate, já que algumas autoridades brasileiras dizem ser impossível firmar um acordo com um país no qual não se pode confiar.
Ao ser perguntado sobre o contrato na área de defesa, a ministra francesa de Comércio, Nicole Bricq, disse: "É uma decisão soberana do Brasil, e nós sabemos que enfrentamos competição". Nicole não quis responder se Hollande e Dilma conversaram sobre a questão dos jatos.
Antes do escândalo de espionagem, que levou Dilma a cancelar uma visita de Estado a Washington em outubro, a Boeing era amplamente considerada a líder na corrida pelo contrato dos jatos.
No que alguns consideram como um sinal do congelamento das relações com os Estados Unidos, o Brasil escolheu um consórcio liderado pela Thales, da França, para construir e lançar um satélite para ajudar a proteger as comunicações brasileiras. O contrato é avaliado em cerca de 600 milhões de dólares e a previsão é que o satélite seja lançado em 2016.
Nos seus dois dias de visita ao Brasil, que inclui paradas em Brasília e São Paulo, Hollande está acompanhado do presidente e executivo-chefe da Dassault Aviation, Eric Trappier.
Um funcionário do governo brasileiro disse, sob a condição de manter o anonimato, que propostas de parceria com a França para construir submarinos e helicópteros, e promessas de compartilhar tecnologia, deram à Dassault certa vantagem na disputa para renovar a envelhecida frota de jatos de combate do Brasil, mas o preço continua sendo um ponto crucial.
NEGOCIAÇÕES MERCOSUL-UE
Um outro ponto fundamental no encontro é o esforço para relançar as negociações de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.
Os grupos comerciais estão prontos para intercambiar propostas de abertura de mercados em um pacto que poderia abranger 750 milhões de pessoas e 130 bilhões de dólares em comércio anual.
Os europeus pediram ao bloco sul-americano que estenda para janeiro a data de apresentação das ofertas, depois de terem fixado o final de dezembro como o prazo-limite.
As autoridades brasileiras destacaram a recusa da França em reduzir subsídios aos seus agricultores como uma das razões pelas quais as negociações para um acordo comercial fracassaram uma década atrás.
"Nós estamos consolidando a nossa proposta. Esperamos que a União Europeia possa fazer a sua oferta tão logo seja possível, mesmo que não possa fazer isso este ano", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, a representantes do empresariado francês em Brasília.
A França é o sexto maior investidor estrangeiro no Brasil, onde tem negócios nos setores petrolífero, automotivo, varejista e de energia elétrica.
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domingo, 9 de dezembro de 2012
Dilma viaja hoje à França para conversar sobre crise econômica
BRASÍLIA - Em Paris, Dilma deverá concentrar sua atenção em três temas: medidas para conter os impactos da crise econômica internacional, defesa e tecnologia...
Agência Brasil
foto: Wilson Dias/ABr 
Dilma viaja hoje à França para conversar sobre crise econômica.
Dilma viaja hoje à França para conversar sobre crise econômica.
BRASÍLIA - A presidenta Dilma Rousseff viaja daqui a pouco, às 10h, para Paris, capital francesa, onde ficará até quarta-feira (12), depois segue para Moscou, na Rússia. Em Paris, Dilma deverá concentrar sua atenção em três temas: medidas para conter os impactos da crise econômica internacional, que atinge principalmente os países da zona do euro (17 nações que adotam a moeda única), questões relacionadas à defesa, pois os franceses negociam a venda de aviões caças para o Brasil, e ciência, tecnologia e inovação.
Dilma deve se reunir na próxima segunda-feira (10) com o presidente da França, François Hollande. Ambos conversaram há seis meses, na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para negociadores franceses e brasileiros, um dos temas tratados será a venda de 36 caças franceses para o Brasil.
Em agosto, os ministros, Antonio Patriota, das Relações Exteriores, e Celso Amorim, da Defesa, se reuniram com autoridades francesas para conversar sobre o assunto. Os Rafale, da fabricante francesa Dassault, concorrem com os caças F/A-18E/F Super Hornet, da norte-americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab. Mas o processo ainda está indefinido.
Na terça-feira (11), Dilma e Hollande participam do seminário Fórum pelo Progresso Social - O Crescimento como Saída para a Crise, promovido pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès. A proposta do seminário, segundo organizadores do evento, é promover uma reflexão e analisar os desafios impostos pela globalização.
Participarão do seminário o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 12, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No total, foram convidados 25 pessoas consideradas de destaque internacional. Lula participará da mesa-redonda intitulada Reflexões para o Futuro e Mantega dos debates sobre justiça social em uma economia globalizada.
Durante a viagem à França, Dilma também quer conversar sobre a ampliação de parcerias com a França nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. Em discussão o programa Ciência sem Fronteiras. Depois, a presidenta segue para a Rússia onde deve permanecer até o final desta semana. A viagem à Rússia deve ser a última internacional de Dilma em 2012.
Dilma deve se reunir na próxima segunda-feira (10) com o presidente da França, François Hollande. Ambos conversaram há seis meses, na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro. Para negociadores franceses e brasileiros, um dos temas tratados será a venda de 36 caças franceses para o Brasil.
Em agosto, os ministros, Antonio Patriota, das Relações Exteriores, e Celso Amorim, da Defesa, se reuniram com autoridades francesas para conversar sobre o assunto. Os Rafale, da fabricante francesa Dassault, concorrem com os caças F/A-18E/F Super Hornet, da norte-americana Boeing, e com os Gripen NG, da sueca Saab. Mas o processo ainda está indefinido.
Na terça-feira (11), Dilma e Hollande participam do seminário Fórum pelo Progresso Social - O Crescimento como Saída para a Crise, promovido pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès. A proposta do seminário, segundo organizadores do evento, é promover uma reflexão e analisar os desafios impostos pela globalização.
Participarão do seminário o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 12, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No total, foram convidados 25 pessoas consideradas de destaque internacional. Lula participará da mesa-redonda intitulada Reflexões para o Futuro e Mantega dos debates sobre justiça social em uma economia globalizada.
Durante a viagem à França, Dilma também quer conversar sobre a ampliação de parcerias com a França nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. Em discussão o programa Ciência sem Fronteiras. Depois, a presidenta segue para a Rússia onde deve permanecer até o final desta semana. A viagem à Rússia deve ser a última internacional de Dilma em 2012.
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domingo, 12 de agosto de 2012
Um “efeito Hollande” na Alemanha
Lentamente, a social-democracia alemã vai despertando de sua letargia, à margem dos grandes debates da esquerda contemporânea. Com eles, os Verdes alemães também começam a abrir os olhos para a margem esquerda das questões sociais e econômicas mais candentes. Um dos estremecimentos que levou a esse despertar foi a eleição de François Hollande na França. O despertar ainda é tímido, mas já sinaliza novos rumos. O artigo é de Flávio Aguiar, direto de Berlim.
Flávio Aguiar - Berlim
Berlim - Lentamente, como uma velha barcaça encalhada, o SPD alemão vai despertando de sua letargia, à margem dos grandes debates da esquerda contemporânea. Com eles, os Verdes alemães também começam a abrir os olhos para a margem esquerda das questões sociais e econômicas mais candentes.
Em ambos os partidos sempre houve setores mais à esquerda. Mas nos últimos tempos sempre estiveram afastados das grandes questões, ou submetidos às direções partidárias, que se tornaram defensoras de umm status quo neoliberal mitigado.
Um dos estremecimentos que levou a esse despertar digno de Rip van
Winkle – o personagem da lenda norte-americana que durmiu num século e acordou noutro – foi a eleição de François Hollande do outro lado do Reno. Hollande era visto como um pacato político provinciano, o “Monsieur Normal” que não poria a perigo a adesão (aderência?) da social-democracia européia ao credo neo-liberal pós-fim do comunismo. Forçado pelas circunstâncias, ou concluindo uma estratégia deliberada, Hollande foi mais para a esquerda do que o seu figurino tradicional parecia permitir. Declarou-se inimigo dos bancos, disse que não gostava de ricos, e prometeu taxar em 75% os lucros das grandes fortunas em seu país.
De início, a reação dos social-democratas em off, na margem direita do Reno, apesar de apoiá-lo em público, foi considerar suas propostas “ingênuas”. Mas acontece que a crise do euro foi se agravando, e a água bateu às portas da fortaleza alemã, sob a forma de ameaças recessivas para o fim do ano, com a queda nas exportações para a Europa e a China (sobretudo) não sendo compensadas por um aumento significativo da demanda interna, pelo menos até o momento.
Isso trouxe outros riscos para a economia alemã: uma possível queda na arrecadação, riscos orçamentários, com as agências de avaliação do mundo financeiro retirando o pequeno sinal de (+) do triplo A da nota de Berlim, substituindo-o por uma cauteloso sinal de (-). Foi um terremoto inesperado na Alemanha – o que pode também ter ajudado a sonolenta barcaça social-democrata a despertar para novos rumos de navegação.
Timidamente, é verdade, mas novos rumos. Isso se consubstanciou na apresentação de uma pré-proposta, por parte do secretário de Finanças do governo da Renânia do Norte-Vestfália, Norbert Walter-Borjans, de uma taxação extra para as grandes fortunas alemãs.
“Grande fortuna” seria uma massa de bens que excedesse 2 milhões de euros. E o imposto sobre isso seria de 1% anual. No caso de um casal, 2% sobre os bens comuns. Com base em cálculos do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas (DIW, com sede em Berlim), Borjans afirma que essa taxação atingiria 140.000 pessoas na Alemanha, gerando uma arrecadação extra de 11,5 bilhões de euros anuais para o orçamento federal. Só no seu estado, que tem 18 milhões de habitantes, haveria mais 3,5 bilhões de euros por ano. A proposta está em estudo no partido, e, se aprovada, deve ser levada até o final do ano ao Bundesrat – o Conselho da República – formado por represenantes dos estados, assim como Senado brasileiro.
Borjans também considerou – já que a mirada sobre as grandes fortunas vem da França – que pode ocorrer na Alemanha o que já aconteceu naquele país: uma fuga de fortuna e de capitais para Londres.
A capital londrina tornou-se uma das Mecas das grandes fortunas à deriva num mundo em crise. Isso já vinha de antes, é verdade, mas desde 2007/2008 a tendência se acentuou. Para a City londrina acorrem grandes fortunas da Grécia falida, da Espanha em crise, da Itália perturbada, dos oligarcas russos que fogem do faro e da vingança de Vladimir Putin, dos príncipes e sheiks do mundo árabe que desejam ocidentalizar seus ganhos, assim como dos novos ricos chineses, sem falar nos franceses e agora, no risco dos alemães.
Que fazem esses ricos “em apuros”? Compram grandes propriedades. Segundo a revista Der Spiegel (18/05/2012) já há um bairro em Londres, South Kensington, que se tornou uma verdadeira “Petite France” à beira do Tâmisa. Com 300 mil franceses hoje vivendo em Londres, esta cidade passou a ser a 6ª. Cidade francesa em população, só superada por Paris, Marselha, Lyon, Toulouse e Nice. Pode ser que agora a capital do Reino Unido venha a se tornar uma das cidades alemãs mais populosas.
Mas nem tudo são flores no caminho desses novos
territórios “conquistados” pelas grandes fortunas em busca de asilo. Na eleição francesa deste ano, pela primeira vez houve a escolha de representantes de comunidades residentes no exterior. A terceira circunscrição francesa é a da “Europa do Norte”, que compreende 10 países: Lituânia, Letônia, Estônia, Noruega, Finlândia, Suécia, Irlanda, Islândia, Dinamarca (incluindo a Groenlândia) e o Reino Unido. Havia 89345 eleitores inscritos, 71641 deles no Reino Unidos. Por isso, esperava-se uma vitória de Sarkozy e da candidata de seu partido, Emmanuelle Savarit. Votaram 31.752 eleitores. Hollande ganhou no segundo turno, com 53,1% dos votos. E a deputada eleita foi a socialista Axelle Lemaire, com 30,16% no primeiro turno e 54,76% no segundo.
Uma prova de que não é só no rio Spree berlinense que as barcaças estão se mexendo.
Em ambos os partidos sempre houve setores mais à esquerda. Mas nos últimos tempos sempre estiveram afastados das grandes questões, ou submetidos às direções partidárias, que se tornaram defensoras de umm status quo neoliberal mitigado.
Um dos estremecimentos que levou a esse despertar digno de Rip van
Winkle – o personagem da lenda norte-americana que durmiu num século e acordou noutro – foi a eleição de François Hollande do outro lado do Reno. Hollande era visto como um pacato político provinciano, o “Monsieur Normal” que não poria a perigo a adesão (aderência?) da social-democracia européia ao credo neo-liberal pós-fim do comunismo. Forçado pelas circunstâncias, ou concluindo uma estratégia deliberada, Hollande foi mais para a esquerda do que o seu figurino tradicional parecia permitir. Declarou-se inimigo dos bancos, disse que não gostava de ricos, e prometeu taxar em 75% os lucros das grandes fortunas em seu país.
De início, a reação dos social-democratas em off, na margem direita do Reno, apesar de apoiá-lo em público, foi considerar suas propostas “ingênuas”. Mas acontece que a crise do euro foi se agravando, e a água bateu às portas da fortaleza alemã, sob a forma de ameaças recessivas para o fim do ano, com a queda nas exportações para a Europa e a China (sobretudo) não sendo compensadas por um aumento significativo da demanda interna, pelo menos até o momento.
Isso trouxe outros riscos para a economia alemã: uma possível queda na arrecadação, riscos orçamentários, com as agências de avaliação do mundo financeiro retirando o pequeno sinal de (+) do triplo A da nota de Berlim, substituindo-o por uma cauteloso sinal de (-). Foi um terremoto inesperado na Alemanha – o que pode também ter ajudado a sonolenta barcaça social-democrata a despertar para novos rumos de navegação.
Timidamente, é verdade, mas novos rumos. Isso se consubstanciou na apresentação de uma pré-proposta, por parte do secretário de Finanças do governo da Renânia do Norte-Vestfália, Norbert Walter-Borjans, de uma taxação extra para as grandes fortunas alemãs.
“Grande fortuna” seria uma massa de bens que excedesse 2 milhões de euros. E o imposto sobre isso seria de 1% anual. No caso de um casal, 2% sobre os bens comuns. Com base em cálculos do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas (DIW, com sede em Berlim), Borjans afirma que essa taxação atingiria 140.000 pessoas na Alemanha, gerando uma arrecadação extra de 11,5 bilhões de euros anuais para o orçamento federal. Só no seu estado, que tem 18 milhões de habitantes, haveria mais 3,5 bilhões de euros por ano. A proposta está em estudo no partido, e, se aprovada, deve ser levada até o final do ano ao Bundesrat – o Conselho da República – formado por represenantes dos estados, assim como Senado brasileiro.
Borjans também considerou – já que a mirada sobre as grandes fortunas vem da França – que pode ocorrer na Alemanha o que já aconteceu naquele país: uma fuga de fortuna e de capitais para Londres.
A capital londrina tornou-se uma das Mecas das grandes fortunas à deriva num mundo em crise. Isso já vinha de antes, é verdade, mas desde 2007/2008 a tendência se acentuou. Para a City londrina acorrem grandes fortunas da Grécia falida, da Espanha em crise, da Itália perturbada, dos oligarcas russos que fogem do faro e da vingança de Vladimir Putin, dos príncipes e sheiks do mundo árabe que desejam ocidentalizar seus ganhos, assim como dos novos ricos chineses, sem falar nos franceses e agora, no risco dos alemães.
Que fazem esses ricos “em apuros”? Compram grandes propriedades. Segundo a revista Der Spiegel (18/05/2012) já há um bairro em Londres, South Kensington, que se tornou uma verdadeira “Petite France” à beira do Tâmisa. Com 300 mil franceses hoje vivendo em Londres, esta cidade passou a ser a 6ª. Cidade francesa em população, só superada por Paris, Marselha, Lyon, Toulouse e Nice. Pode ser que agora a capital do Reino Unido venha a se tornar uma das cidades alemãs mais populosas.
Mas nem tudo são flores no caminho desses novos
territórios “conquistados” pelas grandes fortunas em busca de asilo. Na eleição francesa deste ano, pela primeira vez houve a escolha de representantes de comunidades residentes no exterior. A terceira circunscrição francesa é a da “Europa do Norte”, que compreende 10 países: Lituânia, Letônia, Estônia, Noruega, Finlândia, Suécia, Irlanda, Islândia, Dinamarca (incluindo a Groenlândia) e o Reino Unido. Havia 89345 eleitores inscritos, 71641 deles no Reino Unidos. Por isso, esperava-se uma vitória de Sarkozy e da candidata de seu partido, Emmanuelle Savarit. Votaram 31.752 eleitores. Hollande ganhou no segundo turno, com 53,1% dos votos. E a deputada eleita foi a socialista Axelle Lemaire, com 30,16% no primeiro turno e 54,76% no segundo.
Uma prova de que não é só no rio Spree berlinense que as barcaças estão se mexendo.
FONTE; CARTA ,MAIOR
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